terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Um pensamento para 2014

Chegamos ao final do ano e, como a maioria das pessoas, fiz minha reflexão… Pude notar que me aconteceram muitas coisas, mas não tão boas, afinal ainda não fui a Paris, infelizmente.
Para começar, e só começar, engordei seis quilos. Também foi o ano que mais comi na minha vida (além de ser o ano que eu mais tentei fazer academia, também). Comecei a trabalhar e pedi demissão, na mesma semana. Mudei de apartamento, para o mesmo prédio, mas ainda sim, deu muito trabalho. Mudei de faculdade e finalmente estou de férias.
Este ano de 2013 está sendo um longo ano para mim, só quero que acabe logo, pois não gosto de anos ímpares (não que seja supersticiosa).
Precisava terminar o ano ganhando a Mega da Virada. Isso sim ia ser um belo final de um ano e começo de outro. Iria iniciar minha vida comendo (como sempre) petit gateau em Paris. Que sonho!
Este ano não consegui cumprir, ainda, nenhuma das minhas promessas de 2005, que dirá as que prometi para este ano.
Só espero de 2014 um ano melhor do que foi este, com mais dinheiro, mais comida e uns dez quilinhos a menos.
Quem sabe ano que vem eu não vá escrever minhas reflexões de 2014 num iate, numa viagem ao redor do mundo? Não custa nada sonhar.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

No auge da preguiça

Academia é uma palavra que não está no meu vocabulário. Já me matriculei umas cinco vezes e nunca vou, mas houve uma vez que fiz minha matrícula, paguei o mês, a taxa de cinco reais para cadastrar meu dedo (muita burocracia) e ainda aluguei um armário. Além de não comparecer a nenhum dia do mês, morri numa grana.
A recepcionista da academia me ligou:
-Bom dia! Eu vejo que a senhora pagou o mês inteiro e não compareceu.
Fiz voz de surpresa ao atender ao telefone.
- Bom dia! É mesmo. Tenho que ir. Obrigada por me avisar…
-Estamos te esperando!
Nem preciso falar que não fui, né? Só alguns meses depois que resolvi me matricular de novo e passar por todo o mesmo processo em outra academia. A verdade é que naquele dia me senti importante.
Admiro os “ratos” de academia,  gostaria muito de ter toda essa força e vontade, mas fazer exercício que não seja levantamento de garfo ou  troca de canal no controle remoto, não é para mim, não mesmo.
Acho que de tanto me matricular e gastar dinheiro à toa, adquiri certa fobia de exercício físico. Não sei o porquê, mas sempre que ia fazer a musculação começava a me sentir enjoada, (chamo de alergia a exercício físico), e não é desculpa para não fazer… talvez seja.
Uma das minhas promessas de 2014 será me matricular e de fato frequentar a academia, ainda prometo fazer tudo que tenho direito, todas as aulas do pacote. Mas deixo para começar numa segunda-feira, exatamente na mesma em que começarei a minha dieta.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

No salão de cabeleireiro

- Amiga! Há quanto tempo!
- Pois é…
-  Estou arrasada! Descobri que o meu marido engravidou outra. Já tem pelo menos uns cinco meses e só descobri  ontem… Ah! Você também está grávida?
-Cinco meses!
A manicure olha para as duas com cara de paisagem. Do outro lado do salão, um cabeleireiro fala para o colega:
- O bofe não me quer. Diz que tem medo de mim. Eu falei que enquanto ele fica com medo outros vão pegando.
Engraçado como se tem assunto em salão. Se você precisa de um tema, entre em um e sairá de lá recheado. É como um chocólatra entrar numa fábrica de chocolates, ou uma criança numa loja de brinquedos ou, ou, ou…
Trata-se um lugar feliz, também, afinal, você entra como “Beth, a Feia” e sai como a Giselle Bundchen. Eleva sua autoestima de uma maneira incomparável.
Curioso perceber como é difícil encontrar um cabeleireiro de mal com a vida, ou uma manicure emburrada (porque se ela estiver , aconselho a não fazer a unha com ela…). É um lugar totalmente diferente de um local de depilação, por exemplo, onde as mulheres entram com cara de medo e saem com cara de dor. Não acho que recompense.
O mais interessante é cortar o cabelo com uma pessoa careca. Não que ele não possa ser um bom profissional, mas o cabelo é o cartão de visitas de um cabeleireiro, acho que não cai muito bem. Não confiaria.
Mas nem sempre um salão tem seu lado bom, porque é quase um spa para seu bolso. Você sai lindo, mas pobre.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Desabafo de uma cliente insatisfeita

Há poucos dias fui a uma loja trocar um sapato. O vendedor me atendeu superbem, tudo tranquilo, até eu avisar, ao final  de experimentar os sapatos, que era uma troca.
-Por que a senhora não me avisou antes?
- Me desculpe, eu realmente nem me toquei.
Certamente, ele ficou chateado porque era uma troca e não receberia  comissão, mas depois que me desculpei,  ele não tinha que falar mais nada, na verdade, ele não tinha que falar nada nem antes, no máximo pedir para, na próxima vez,  avisar antes que era uma troca. Mas  ele não parou por aí.
- A senhora tinha que ter avisado antes, todo lugar tem um esquema de troca.
- Eu sei, mas não me lembrei, desculpe…
- Sinceramente, minha senhora!
Troquei o sapato e saí da loja humilhada. Depois disso, refleti o quanto tratam mal os consumidores de uma forma geral. Por mais que eu estivesse errada (e acho que não estava tanto assim) o bom vendedor deveria  avisar o procedimento correto de troca e não emburrar a cara e destratar a cliente. Sabe lá, se eu posso voltar e comprar novos sapatos e até procurá-lo, em decorrência do seu bom atendimento?
Existem lojas em que entramos e temos a impressão que os vendedores ficam torcendo para que saiamos logo, sem perguntar qualquer coisa. Eu sei que é um trabalho em que se ganha pouco, mas os clientes não têm culpa.
Ninguém gosta de entrar em algum lugar e se sentir como se não estivesse ali, tipo invisível. Infelizmente, muitas lojas não querem saber de treinar seus vendedores para que atendam bem aos clientes, só pensam no lucro. O resto é o resto.
Muitas vezes nos sentimos inseguros e até mal por entrar numa loja. Algo estranho de se sentir, afinal a loja vive de seus clientes e pagamos pelo que consumimos, então como pode ser isso? Os vendedores não estão nos fazendo um favor em nos atender bem, ao contrário, nós que é fazemos um favor de escolher a loja onde comprar, afinal, nada é de graça.
Se hoje chegamos a esse ponto de indiferença, vou usar o velho jargão “imagina na Copa!”. Só gringo que terá vez…Mas será que eles vão consumir como nós?
Quem viver, verá…

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Em busca de um mundo melhor e mais gostoso

Sabe quando dá aquela fome? Aí, você vai pronta pra abrir a geladeira e encontrar o maravilhoso mundo de Nutella…e nada!
É sempre assim na minha casa, nem abro mais minha geladeira pensando em algo gostoso e politicamente incorreto (do ponto de vista comestível), prefiro não criar expectativas e me surpreender… mas  nunca me surpreendo.
O pior de tudo é que mesmo comendo todas as comidas saudáveis que minha mãe prepara e tendo uma taxa baixa de colesterol, meus pais reclamam que não me alimento bem… Eu não posso com isso.
Refrigerante é só final de semana. Quando eu quero tomar um, num dia de semana, tenho que traficar e levar escondido pro meu quarto. O mesmo acontece com chocolate.
Quando sinto fome, não procuro o que comer, simplesmente falo pra todo mundo que estou com fome, na esperança de que ela passe… Não passa.
Ir ao supermercado com minha mãe é conhecer um novo mundo. Outro dia ela me fez procurar um traseiro de boi (carne seca), em plena segunda-feira (estou traumatizada até hoje). Torço por um mundo em que ir ao mercado com os pais seja comprar muito chocolate, biscoitos e refrigerantes. Um mundo paralelo.
Enquanto não tenho o meu sonho doce realizado vou continuar o meu tráfico de chocolate e refrigerante e torcer para minha mãe não ler esta crônica, mas acho que não escaparei de sua ira depois dessa.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Maldito nove

Neste último domingo, no Rio de Janeiro,  tivemos que colocar um nove na frente dos números de celular. Acredito  que tenha um motivo:  o número de contas telefônicas tem crescido e são necessárias mais combinações numéricas. Sinceramente, acho isso muito chato.
Apesar  de algumas empresas  disponibilizarem aplicativos que colocam o nove automaticamente na frente do número (amo essas pessoas que criam aplicativos para facilitar a nossa vida), tenho certeza que se eu tiver que dar meu número para alguém de fora do Rio de Janeiro (não que eu seja muito requisitada, né? Ou nem um pouco.) irei esquecer desse maldito nove.1611.2826-nono-digito-9
Sou da época em que os telefones só tinham sete dígitos. Deveria ter uns sete anos, mal tinha acabado de aprender o meu número de telefone e  ainda tive que  lembrar de colocar o número dois na frente. Parece fácil, mas não era para uma criança de sete anos que passou algum tempo gravando sete números (muito cabalístico, não acham?).
Essa coisa de aumentar os números  tem que parar porque se não, daqui a pouco terei que decorar 20 dígitos do meu celular e mais 20 dígitos de telefone fixo. Isso porque temos agenda eletrônica nos dois e pelo menos não precisaremos lembrar do número das outras pessoas, só o nosso.
É engraçado como os números têm uma tendência de sempre aumentar, tipo, aumenta meu peso, minha idade, os dígitos do meu celular…só os  da minha conta bancária é que não aumentam. Agora teremos que esperar para ver quando vão aumentar os números do telefone fixo. Quem aposta um dia para isso acontecer?

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Sobre trabalho em grupo...Prefiro o lanche!

O trabalho em grupo deve ter sido inventado por um professor que só queria  testar a paciência de seus alunos, pois, normalmente,  uma ou duas pessoas que fazem o trabalho todo do grupo, e o resto da galera só entra como coadjuvante mesmo.
Quando estamos em grupo, o trabalho vai sendo enrolado até o último momento, pois nunca se acha um mesmo dia, um mesmo horário, em que todo mundo pode se encontrar para realizar esta tarefa.
Então, no último dia, na última hora, nos 44 minutos do segundo tempo para a entrega do bendito trabalho, está todo mundo lá, desesperado, roendo unha, cada um em sua casa, se comunicando pelas redes sociais, tentando juntar as partes de cada componente num único trabalho (então por que não fazemos isso uma semana antes?)
Segundo as minhas estatísticas e pesquisas aprofundadas, comigo mesma, todo trabalho em grupo tem no mínimo uma pessoa que não quer nada com nada, e precisa ser motivado pelo colega que gire a  sua “cordinha” (tipo  aqueles brinquedos antigos de corda) para ver se assim a pessoa começa a funcionar. No entanto, de tempos em tempos tem que dar nova corda porque a pessoa não funciona.
Tem também aquele que quer comandar tudo, o líder,  o que normalmente funciona melhor  em trabalho de dupla com aquele que não quer nada. Esse tipo de pessoa funciona como um diretor. Dita o que cada um deve fazer. Em tese, é ótimo, só que se você não fizer o que ele esperou que você faça, prepare-se para ouvir, e se você for de briga, como eu, saia de perto.
Em todo grupo também tem aquele que se empolga antes de fazer o trabalho, diz que não vê a hora de começar (é mentira!) e quando começa o trabalho, murcha, fica cansado e não faz nada. Precisa tomar aquele energético de novo para se empolgar. Faz aquele trabalho “meia boca” e acha que vai ficar tudo ótimo e que vai tirar dez.
Quer saber, a única coisa boa de fazer trabalho em grupo é a hora do lanche, pois quando você se reúne na casa de alguém, há sempre comidinhas para compensar esse tédio estudantil.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Quem irá me representar?

Na última quinta-feira  tive uma experiência sinistra que  só me mostrou  o quanto  a impunidade para menores é catastrófica,  pois quase fui atacada e assaltada por sete menores.
Tinha  acabado de sair da faculdade e resolvi passar na casa de uma amiga que mora na mesma rua. Eram dez horas da noite.
-Só vou ficar dez minutos, amiga, essa rua é perigosa e vou a pé.
- Toma cuidado! Ocorreu um assalto no colégio, aqui em frente, na  semana passada.
- Obrigada por me falar isso só agora… Estou com muito medo.
- Não fique com medo. Só fique atenta.
Saí  da casa dela as 22h10. Dei poucos passos e logo em seguida avistei os menores (entre 10 e 14 anos) em bicicletas tentando  me cercar e percebendo o meu medo. Para minha sorte,  o segurança do colégio do outro lado da rua saiu em minha defesa e  mandou-os ir embora. O  mais novo do “bando”, que deveria ter uns dez anos, continuou parado e me encarando,  até que depois saiu.
Atravessei a rua, entrei no colégio e liguei para o meu pai vir me buscar. Se eu tivesse ido um pouco antes ou um pouco depois, eles teriam me pego num lugar vazio e sabe-se lá o que fariam.
Fiquei com o coração batendo forte o resto da noite. Não tenho o sentimento de pena em relação a esses menores. Acho que  se você tem idade para cometer um crime, também tem idade para ser preso. É lógico, que esses abrigos de menores não são as melhores opções. Eles deveriam receber tratamento adequado para serem reintegrados à sociedade no futuro e não saírem com a ficha limpa logo após a liberação.
Infelizmente, aqui no Brasil nada funciona direito e nós, cidadãos, é que  sofremos e pagamos a conta da impunidade.
Eu, no auge dos meus vinte anos, estou  farta de tanta impunidade!

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Rosa e azul

Vira e mexe, me deparo com matérias horrorosas de machismo, como por exemplo, a última que li cujo título cafona era: “15 tipos de mulheres que os homens não gostam”.
Fala sério! Quem escreveu uma bobagem dessas? No mínimo, uma pessoa frustrada com a própria vida que resolveu comandar como as mulheres devem agir. Deve ser um homem que não arranja uma mulher ou uma mulher desiludida no amor que foi rejeitada por estas 15 características apresentadas.
Até quando vamos aguentar que uma mídia machista nos imponha padrões de beleza e de comportamento? Acho triste que em alguns países seja, não só permitido, mas incentivado o concurso de beleza.
Nos EUA, há programas de TV com concursos mirins em que, geralmente, mães que queriam participar (ou quando crianças participaram) obrigam suas filhas (e em alguns casos, seus filhos) a serem julgados por sua beleza. Gente, são apenas crianças! Elas usam dentes, cílios, cabelos, tudo postiço. Lamentável…
E as cantadas na rua? Não, nós mulheres não gostamos de receber elogios de estranhos na rua que só têm a intenção de invadir nossa liberdade, sobre que tipo de roupa podemos usar sem que algum palhaço se considere no direito de nos abordar. Se você é homem e não acha nada demais é porque nunca recebeu uma cantada de outro homem. É muito baixo-nível.
Por que os comercias de cozinha, limpeza e de cuidado com os filhos sempre são com mulheres? Isso só reforça o fato de que lugar de mulher é cuidar da casa e da família. Não, chega disso! É papel da família toda cuidar de tudo, não só da mulher. Não suporto mais esses comerciais chatos e repetitivos, machistas e cansativos. Se for parar para listar todo o machismo que vemos ainda, não vamos parar nunca.
Chega de  dividir a vida em rosa e azul!

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Não me venha com seus ringtones

O assunto do momento é o Rock in Rio, mas estou sem dinheiro e não vou. As únicas músicas que tenho ouvido ultimamente nem são exatamente músicas, e não tenho ouvido por vontade própria. São esses malditos ringtones. Para falar a verdade (não que eu minta), eu nem tenho música no meu celular, não sou ligada muito nisso, e também não faço ideia de como se coloca (neste ponto eu sou mais devagar que a minha avó… desculpe, vó!).
Os toques do meu celular são sempre padrão e eu sou feliz assim. Até acho superlegal você ter músicas no seu celular, mas tem alguns bem irritantes. Estava na minha faculdade, fazendo nada, esperando a aula começar e a pessoa do meu lado estava com o celular na mão, mandando mensagem e, infelizmente, recebendo. Só que a criatura não tirou o som e toda hora (três veze por segundo) o infeliz do telefone tocava. A minha vontade era gritar com ela para desligar, tirar o som, colocar no vibracall enquanto ela estava com o celular na mão mandando mensagem (é o que eu faço). Mas a educação que meus pais me deram não me permitiu fazer isso, então eu xinguei no facebook mesmo. Esses toques sempre me dão susto, principalmente quando estou tentando dormir e toca aquele barulhão, pior que um despertador (tá, nem tanto) no meu ouvido.
Por que me mandam mensagem quando eu estou tentando dormir? E geralmente é da operadora me “oferecendo” algo. Podia ter um botão para tocar somente em caso de extrema emergência, caso a comida tenha acabado ou queiram me dar dinheiro. Fora isso, eu não quero saber!!!

terça-feira, 10 de setembro de 2013

A tal da Lei de Murph

Há alguns anos, li num livro sobre a Lei de Newton.  Ops!  Lei de Murph. São tantas leis e eu só me lembro da “Lei de Gaga” (desculpem, não resisti).
A Lei de Murph é algo que pode dar errado, e realmente acaba dando, e da pior maneira possível. Como por exemplo, quando você fala algo constrangedor justamente no momento quando todo mundo fica em silêncio, ou quando você está atrasado, pega o ônibus errado, rasga a calça e tudo de pior que puder acontecer, acontece.
Até mesmo quando você pisa no cocô do cachorro com seu sapato, novinho e branco (ainda dizem que isso dá sorte, deve ser porque nada pior pode acontecer ou a sorte é do próprio cachorro que já se aliviou mesmo), é a Lei de Murph fazendo o trabalho dela.
Voltando ao livro, ele era bem explicativo e interessante, mas, apesar disso, eu não li todo (preguiça, mesmo). Nele, explicava o porquê de você ouvir seu nome no meio de um barulho (porque o seu nome chama atenção, se fosse o nome de outra pessoa, você não notaria).
Isso vale também para o palavrão. Se não estou enganada o nome do livro é “Por que o pão sempre cai com o lado da manteiga para baixo?”
Você já notou que quando aprendemos uma palavra nova você começa a ouvir em todo o lugar? Isso é porque passamos a notar mais essa palavra, damos mais atenção a ela e não porque o mundo decidiu pronunciá-la. Isso também é a Lei de Murph. Mas a pergunta de um milhão de dólares é: Quem é Murph? No mínimo um cara azarado. E essa Lei de Murph é bem complicadinha, hein!
Prefiro a Lady Gaga mesmo.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

O vício Candy Crush

Maldito Candy Crush! Se você não jogou, um dia vai jogar! Se não ouviu falar, em breve, ouvirá. Se anda de metrô, certamente já viu, pois todos jogam durante a viagem sem paisagem..
O objetivo do jogo é ir juntando os doces e acabar com as geleias, todos virtuais (se ainda fossem reais…) ou então trazer os elementos para a base, isso depende da fase. E são muitas fases… Você ainda pode comprar vida (hoje em dia só não se vende mais a mãe), já que são cinco vidas e a cada uma que você perde, tem que esperar 30 minutos para recuperá-la. É um vício terrível e confesso que já gastei 100 reais comprando as tais vidas.
Outro dia, meu pai me perguntou:
-Você conhece o Candy Crush?
Tremi…
-Por quê? – tentei despistar sem sucesso…
Estou pagando as cem pratas, até hoje, em parcelas (graças!).
Tudo começou num belo dia de sol quando ouvi aqui e ali que todo mundo jogava esse jogo, o quanto era legal, coisa e tal.
Como sou uma pessoa antenada, moderna e facilmente influenciável, decidi experimentar. Foi aí que cometi o primeiro erro. Iniciei o jogo e não me viciei, afinal, pensei,  sou uma pessoa forte, segura e não cairia em tentação. Continuei a jogar, segundo grande erro que cometi. Cada vez que eu ficava sem vida, hipoteticamente falando, naturalmente pensava: é só 1 dólar, vou comprar 5 vidas! Cada dólar você ganha 5 vidas.Terceiro erro cometido.
E cá estou, viciada e falida. Mas posso agora falar que estou na reabilitação, já estou na fase 105, mas não gasto mais dinheiro (nem posso) e não jogo todo o dia. Então, para você que começou agora, na fase 100 o vício passa (talvez) e se você nunca jogou, vou dar meu conselho: NÃO JOGUE!!!

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Dormir ou não dormir? Eis a questão!

Meu relógio biológico anda confuso. Ele sempre foi, mas estes meses tem se superado. Dormir cedo nunca foi meu forte, desde muito novinha, mas tenho ido dormir às três da manhã e acordado  uma da tarde para almoçar direto. Isso definitivamente não é bom.
     
Por mais que eu vá para a cama cedo, só durmo às 3h, não adianta nem acordar cedo para tentar dormir mais cedo. Só consigo dormir tarde. Já tentei de tudo, chá de camomila, leite quente com canela e até macumba (Tá, não tentei macumba), mas nada adianta. Parece que meu reloginho biológico está tipo um despertador e que, para dormir, precisa tocar sempre às três da manhã. 
   
Sempre tive dificuldades para dormir, porque meu cérebro parece gostar de funcionar quando eu deito. É quase automático, basta deitar e milhões de pensamentos pairam em minha mente. Desde coisas bobas até a cura de doenças raras. Detalhe: não estudo medicina e sim, comunicação. 
    
Sem contar o barulho da rua. Parece que à noite, os carros começam a fazer mais barulho. Carros não gostam de silêncio. Ainda moro em cima de um bar, que está mais para um pé sujo, e depois de um certo nível alcoólico as pessoas não têm mais noção do som que fazem, começam a falar alto e besteira. Domingo é pior porque, além de falarem alto, besteira, ainda é só sobre futebol.  Xingamentos e  palavrões  para dar e vender. Parece que tudo isso contribui para o mau funcionamento do meu sono, e acabo dormindo tarde, acordando tarde e o processo se repete, repete e repete.  Agora são 2h59...

....Zzzzzzzzzzz

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Celular, minha roupa favorita

Nos últimos dias, me dei conta de uma coisa muito significativa: eu nunca desliguei o meu celular, a não ser quando deu problema, mas não foi por livre e espontânea vontade. 

Hoje em dia, o celular é tão essencial em minha vida como uma peça de roupa. Sair de casa sem ele é como sair nua, por exemplo. Ele é bem mais do que um acessório... 

- Boa tarde! Gostaria de alguma ajuda? 

-Sim! Tem celular tamanho M? Porque eu levei o P e ficou um pouco apertado... 

Eu, pelo menos, vejo o meu celular umas cinco vezes por minuto. Durmo com ele do meu lado, ele me acompanha até no banheiro. Fica lá, em cima da pia, quietinho, ou não, porque estou sempre recebendo mensagens. Celular, hoje em dia, serve como calculadora, relógio, cronômetro, internet, máquina fotográfica, filmadora, caderno (bloco de notas) etc. 

Como telefone é o menos usado. Infelizmente, todos  estão inseridos nessa tecnologia, até meus pais. Todos os dias, recebo milhões de mensagens, perguntando onde estou, o que estou fazendo, para aonde vou e por aí vai (coisas de pai e mãe). 

Com a invenção de aplicativos como o WhatsApp, um meio de enviar mensagens de graça , o controle ficou ainda pior. Podemos fazer um grupo onde você manda mensagem e todas as pessoas que estão neste grupo recebem. 

Tive a brilhante ideia de fazer um grupo para família, onde eu, meu pai, minha mãe e minha irmã nos comunicamos ao mesmo tempo. Brilhante porque meus pais não param de mandar mensagem e quando eu saio da aula estão lá 17 mensagens não visualizadas. Entenderam?
 
Mas tem lá seu lado bom, afinal, posso avisar algo para os dois sem precisar mandar duas mensagens, e de graça.
 
Ihhh, meu celular já tocou de novo, são as cinco mensagens do meu pai em dez minutos! Tenho que responder...

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Desastres culinários

Quase não sei cozinhar, para ser sincera, não sei cozinhar nada. Só lasanha congelada, aí faço uma que é de dar água na boca. 
    
Na verdade, sou um desastre na cozinha. Já até explodi um ovo no microondas e, antes que falem que ovo não se põe no microondas (como eu já ouvi isso), explico: existe  um suporte no meu microondas em que você coloca o ovo e ele sai redondinho, cozido, no ponto. Só que parece que não fechei o suporte direito e... BOOOOM! Já explodi um cupcake também (acho que eu adoro explodir as coisas no microondas). 

Era a minha segunda vez fazendo. O primeiro ficou uma delícia, em vez de me contentar com isso, resolvi partir para o segundo, e no mesmo dia, para quê? Para explodir, pois é, foi cupcake pelo microondas todo...     
    
Lembro-me também de quando fui esquentar uma pizza de chocolate do dia anterior, nem isso eu sei fazer. Coloquei uma fatia no microondas por quinze minutos (onde eu estava com a cabeça? Troquei os segundos por minutos). Saí da cozinha e fui ligar a TV, quando voltei, a pizza tinha se transformado numa espécie de pedra com queijo. Resultado: fiquei sem pizza e com fome.
    
Acho que todos os meus extraordinários.... extraordinários... como eu posso dizer? Acho que todas as minhas esculhambações culinárias foram no microondas (afinal, se eu usar o fogão irei me queimar, então faço tudo pelo microondas mesmo). 

É, não herdei mesmo os dotes culinários da minha avó. Não sei fazer nem miojo. 

Se depender de mim, é lasanha congelada todo dia. Essa, pelo menos, eu nunca queimei!  Ainda...

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Que frio!

Nestes últimos dias de inverno a conversa de elevador ficou ainda mais morna. 

-Bom dia! 

-Bom dia! 

-Está frio, né? 

-Sim, hoje o tempo está horrível. Não consegui sair da cama cedo e estou atrasada... (arrependimento... para que o vizinho precisa conhecer a minha intimidade?)

-É, eu também estou. Fiquei muito tempo no banho, estava quentinho.
(Bem, o vizinho também falou de sua intimidade...)
     
Já na rua, passo por dois moradores de rua que ainda estavam de “pijama" (tá, foi uma piada sórdida). 

-Acho que está perto de zero graus. 

-Não sei. 

-Eu vi no relógio digital. 
    
Fiquei com pena dos dois naquele frio... Se eu tivesse uma coberta ali, dava para eles.
    
Eu nunca gostei do frio congelante, a menos que nevasse, aí sim valeria a pena. 

Mas o dia que nevar no Rio de Janeiro será o apocalipse. Sou alérgica a mudanças de tempo e no Rio de Janeiro parece que todo o dia o tempo muda. De domingo para terça-feira a diferença de temperatura foi mais de 10º. Resultado: espirros infinitos e muita coceira no nariz e nos olhos (o que não é nada agradável). 
    
Mas o frio pode ter o seu lado bom. Por exemplo? Podemos usar roupas que escondem a barriguinha que ganhamos no verão (ou no meu caso, o ano inteiro). 

E falando em barriguinha, li que é mais fácil emagrecer no inverno, já que nosso corpo tem que usar a gordura para nos aquecer. Diante desta preciosa informação vou cair de boca nos fondues e chocolates quentes. Afinal, estou com frio e preciso de umas gordurinhas para me aquecer!

"A...tchin!!!"

terça-feira, 23 de julho de 2013

O Papa é pop

O Papa Francisco é super  gente boa, mas não me representa...

Sempre cresci ouvindo que o Brasil era um país laico, mas de uns anos pra cá venho duvidando de tal fato. 

Para começar, quando alguém se torna Papa, deve abdicar de todo o material, ou melhor, até mesmo antes de se tornar Papa. Mas a sua residência oficial é um verdadeiro palacete. Sim, eu sei que o  Papa Francisco abriu mão de ficar lá. Mas isso é o mínimo, não achei nada demais. Isso não é humildade, isso é cumprir com um dos deveres de ser Papa.

Mas, voltando ao Brasil, por que teremos um feriado no dia em que o Papa vem e dois e meio quando vai? (Não que eu não goste de feriado, eu adoro, mas não faz sentido). E o tal carro do Papa, o papamóvel? Ele por acaso é um Batman da Igreja Católica? Deve ser...

No momento, vejo uma péssima hora para a vinda dele. Depois de tantos manifestos sobre gastos públicos, mal feitos, não acho que a vinda dele foi feita apenas com dinheiro da Igreja. Pode apostar que virão mais protestos por aí e que provavelmente serão abafados pela mídia.

Também não acho legal ter um representante católico, que de uma certa forma é reconhecido mundialmente, e não ter representantes igualmente notórios de outras religiões. 

Desculpe, Papa, mas por mais fofo que Vossa Santidade possa ser, não me represente. E sei também que não representa uma parte do Brasil...   

terça-feira, 2 de julho de 2013

Posso te ajudar?

Nas últimas semanas tivemos o aumento da tarifa de ônibus, depois abaixaram e por aí vai. Com isso, alguns "espertinhos" têm se aproveitado. Peguei o integração metrô mais o metrô, com R$4,15 contados. Quando cheguei para pagar, o motorista me disse que eram R$4,50. Questionei-o, mas com a tremenda grosseria por parte dele, resolvi pagar. Fiz mal, mas na hora não pensamos direito. Passando a roleta, percebi que era estranho ele me cobrar mais caro, já que as tarifas tinham baixado de volta, resolvi anotar o número do ônibus e esperar chegar ao metrô para conferir o preço. Como era ponto final, poderia recuperar meu dinheiro se estivesse errado. 

E estava. Então, desci até o metrô e chamei o segurança, que  me pediu para falar com o fiscal dos ônibus já que a empresa era contratada. Ele mesmo não poderia ir lá e nem me estornar o dinheiro (detalhe: eu não era a primeira pessoa a reclamar).

Quando subi não achei o fiscal, mas achei o ônibus, e cobrei do motorista.

- O preço está errado, é R$4,15 mesmo.

-Reclame com a empresa, foi ela quem me mandou colocar esse preço.

Quando me preparava para dizer que eu não tinha como falar com a empresa, ele arrancou com o ônibus.

Voltei para o metrô, e eles me pediram o número do ônibus e ligaram para o que provavelmente era a ligação entre a empresa e o metrô, para falar da "treta" e da grosseria do motorista. O segurança me falou também que deveria ser um acordo entre os motoristas, não achava que as empresas iam se arriscar tanto. Que isso era crime, que eu deveria ter chamado a polícia, que fica logo na frente do ponto. E sim, eu fiquei sem meu dinheiro, e não, não foi só por R$0,30.

Da próxima vez ficarei mais atenta ao golpe, e como toda semana algo de inusitado me acontece, estou pensando em escrever um livro sobre minhas aventuras. Por que não?

terça-feira, 25 de junho de 2013

Copa do Mundo não é prioridade enquanto o serviço público não for de qualidade

É incrível como de repente uma mudança tão grande aconteceu. Esperei por esse momento há tempos. Sempre estive indignada com os milhares de gastos sem transparência, a falta de investimento em educação, saúde, transportes e todos os serviços públicos. Para onde nossos impostos absurdos iam?

Agora o gigante não simplesmente acordou, fomos acordados e com um despertador bem barulhento que revolta qualquer um. E que tal milhares? Pois é, milhares de pessoas na rua de todo o Brasil protestando contra tudo que há de errado nesse país. 

No começo, muitos pensaram que eram apenas por 20 centavos, mas quando são gastos milhões em estádios e não vemos o mesmo no que realmente é a prioridade, os 20 centavos passam a ser só a gota d'água, e o copo encheu completamente até começar a derramar. 

Vemos ainda barbaridades ditas por Ronaldo, que, apesar de serem feitas em 2011, foram ditas, além daquelas ditas por Pelé. Pelo visto, eles esqueceram que já andaram de transporte público, necessitaram de um hospital público. Eles se esqueceram que são brasileiros, antes de ex-jogadores de futebol e que deveriam estar com o povo. Enfim, perderam o respeito.

Ainda tivemos a absurda e truculenta ação da polícia, que provocou ainda mais a revolta popular, e contrariando o que eles pretendiam, aumentou o número de pessoas nas ruas, que muitas vezes estavam lá pela solidariedade depois de ver os horrores na televisão. 

E infelizmente, os vândalos descem às ruas para depredar e causar pânico nos manifestantes. Arrisco-me até a dizer que alguns deles são infiltrados, filhos de políticos, policiais, tudo para enfraquecer o protesto que começou bonito e pacífico. Outros são apenas baderneiros, que adoram um caos e causar pânico nas pessoas. Lamento todo esse estrago no patrimônio público e em comércios saqueados. O intuito era de reivindicação para melhorias no país, mas tudo pacífico e apartidário.

Aproveitando os dias cheios, Marco Feliciano aproveita para por em pauta a tal cura gay, e me diz que cura? Precisamos da cura da ignorância, ele precisa. Não há o que curar quando não se tem doença. Como uma pessoa dessas pode fazer parte da Comissão dos Direitos Humanos? Cadê os direitos humanos aí?

Muitos pedem o impeachment da Dilma, mas não veem quem a sucede. Também não acredito que esta seja a solução, afinal, temos que esperar para ver qual serão suas ações depois de todos esses protestos, e ela não está sendo pior que o Lula. Não gosto dela (nem do Lula), mas ela foi escolhida como presidente e deve ter algum crédito. Agora, é ter consciência e saber votar, apesar de não termos boas escolhas.

Ainda temos que protestar contra PEC 37, que pretende tirar o poder de investigação criminal dos Ministérios Públicos Estaduais e Federal. No mundo todo apenas 3 países proíbem a investigação do MP : Quênia, Indonésia e Uganda. Não podemos deixar isso acontecer em nosso país.

Copa do Mundo não deve ser sediada por um país que não tem qualidade em seus serviços públicos. Agora que já foram gastos milhões queremos prestações de contas. Queremos qualidade de serviços e não aguentamos mais roubalheiras. Chega de corrupção.
                                                      VEM PRA RUA!

sábado, 22 de junho de 2013

Hora marcada

Horário, por que quase ninguém consegue cumprir?
É tão chato você marcar algo com alguém em certa hora e atrasar, e ainda pior, deixar a pessoa te esperando. 

Outro dia, marquei com uma amiga um encontro numa rua perto de sua casa. Ela mora em um bairro que não conheço muito bem, mas como era perto da casa dela e nós iríamos ao shopping próximo, eu topei. Se tivesse Olimpíadas para chegar atrasado, ela certamente seria medalhista de ouro. 
Ela só precisava descer a rua, por isso não me preocupei tanto. De qualquer forma, quando já estava perto, liguei  e avisei que estava chegando. Fiquei  superpreocupada porque desci no ponto errado e achei que ela já  estivesse me esperando há tempos. Que nada! Cheguei lá, e quem teve que esperar quinze minutos fui eu. Quase desisti e voltei para casa.

Já que não gosto de esperar, também não faço ninguém me esperar. Se programo algo em tal horário, começo a me arrumar com bastante antecedência para dar tempo de ficar pronta. Gosto de pontualidade britânica! (Sou bem chata com horário)

Um fato que nunca entendi  foi marcar hora no médico e, se você atrasa, perde a vez, se o médico atrasa, quem espera é você.

Esta semana fui à médica e cheguei lá na hora marcada, 16h15. Já cheguei lá sabendo que teria que esperar, mas nunca aguento. Vi  a sessão da tarde inteira, que, como sempre, nos surpreende com a quantidade de filmes inéditos que eles (não) têm. O pior foi que toda hora chegava um representante de vendas, e quem se importa com a quantidade de pacientes que estão na sala de espera? Conclusão, quase duas horas depois  fui atendida. Só não ataquei a médica porque estou tentando colocar mais a minha paciência em prática.

Essa história de marcar hora não serve para nada, se você não cumpre com o horário marcado, então por que ainda combinamos horários?
Ihhh!!! Deixem-me ir porque estou atrasada!

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Meu primeiro emprego

Esta semana minha vida deu uma guinada de 360° graus, e digo isso porque voltei ao mesmo lugar.

Como vou recomeçar a faculdade no segundo semestre, tenho  procurado emprego para preencher o meu dia e ter uma graninha extra, mas a princípio não queria trabalhar em loja, e quase entrei numa fria ao pensar em ser corretora. Com a dificuldade de arrumar algo, acabei cedendo e fui ao shopping colocar meu currículo nas lojas, e logo encontrei uma que estava precisando desesperadamente de vendedores (daí, fui contratada...). 

Não era loja de roupas porque acho muito cansativo, era uma de presentes, e neste mês do Dia dos Namorados, a oportunidade me pareceu perfeita. Fiz a entrevista e gostei da política dos vendedores se ajudarem e não ter aquela disputa de cada um por si. 

No meu primeiro dia, segunda-feira,  confesso que tremi na base porque era muita coisa para aprender, cada hora via algo que nem sabia da existência, como por exemplo, uma lupa, uma luminária, uma caneta, uma caneta touch screen, tudo isso num quadrado de menos de dez cm (que loucura!). Achar as coisas no estoque? Até agora não lembro da maior parte e onde fica o quê.

Pois, então, depois que peguei o jeito, vender foi o mais fácil de tudo. Agora, ficar seis horas em pé era algo que eu não aguentava, e comecei a sentir dores na coluna. 

No quarto dia resolvi ir ao médico. Depois de um raio-x e uma consulta, a conclusão:

- Você tem um problema genético...

-Obrigada, mãe (e pai, que não estava presente no consultório).

- Enfim, esse problema será para o resto da sua vida. Vou te passar um anti-inflamatório e novalgina para quando tiver dor.

-Que bom! Mais um remédio para a minha coleção. E quando eu estiver com 50 anos?

- Aí a dor será mais recorrente.

- Socorro, mãe!! E com 80? Estarei desmontada?

- Calma, menina! Faça RPG, e quem sabe nessa época já tenham inventado alguma terapia para amenizar essa dor.

Não, não basta meu pé torto, que sinto uma dor tremenda na perna quando ando muito, agora a coluna? Fisioterapeutas do futuro, ajudem-me a sobreviver neste mundo!

Retornando ao meu novo emprego, ainda tem o fato de ser baixa (sou quase a Xuxa, a Rainha dos Baixinhos, só que no caso, uma das baixinhas), e como tudo naquela loja fica no alto, então lá vou eu... 
Superei meu medo de altura e subi em escadas várias vezes para pegar as coisas. Imagine a situação de uma baixinha de pé torto com dor na coluna (e bem desastrada), subindo a escada, tremendo de medo para pegar algo que estava fora do alcance, às vezes, até mesmo a escada. Já deu para ver que o meu novo trampo não duraria muito, né?

No último sábado, foi o dia que pedi demissão por não aguentar esses tais problemas e, principalmente, o de minha coluna. Infelizmente não poderei trabalhar em loja e nenhum lugar que tenha que ficar muito tempo em pé. 
Minha coluna não suporta, e minha saúde agradece. Estou novamente disponível no mercado, só que ainda mais limitada.

Consegui bater um recorde, o de menos tempo trabalhando. Acho que vou ligar para o Guiness Book. Foram cinco dias, mas aprendi que sou uma pessoa paciente, de verdade (não tenho muita para coisa errada, mas em geral, sou paciente). 

E o mais legal disso tudo é que a blusa com que fui no meu primeiro dia de trabalho foi a que escolhi (coincidentemente) para o meu dia de demissão. Tá, não foi, assim, o mais legal... Ok, nem foi legal, porque essa blusa ficará marcada, acho que não a usarei mais. Alguém quer?

quarta-feira, 5 de junho de 2013

The book isn't on the table

Desde que me entendo por gente tenho um bloqueio com o idioma inglês, parece que não entra na minha cabeça. Lembro de quando era criança e todos na escolinha ficavam ansiosos para receber suas notas altas nas provas e se gabavam de seus conhecimentos, mas eu não, estava sempre  escondendo a minha prova, já que tirava notas medianas.

Imagina, agora, na Copa do Mundo e nas Olimpíadas? Todos estarão nas ruas falando em inglês. Provavelmente, até os bandidos irão aprender para assaltar em dólar. E eu? Bem, terei alguns probleminhas de ordem técnica, mas nada que uma boa mímica não resolva.

Lembro de uma cena grotesca, quando fui a Israel em 2009, e  minhas amigas e eu  não entendíamos o garçom que nos tentava dizer o prato do dia de um restaurante local. Ele, já sem paciência, tentava pronunciar “beef”, mas por causa do nosso péssimo inglês, ele usou a criatividade: simulou um chifre em sua cabeça e fez “muuu....”. Deu certo! 

Frequento cursos  há uns dez anos e o curioso é que não aprendo. Durante as aulas, como sou obrigada a falar em inglês, uso meu “portuglês”. 

Não é que não entenda completamente, eu até entendo quando falam comigo, desde que não seja muito rápido. Agora, falar e escrever, a história é outra.
Atualmente estou num curso muito bom. Resolvi me matricular à noite, um módulo só para adultos, uma vez que sempre ficava na turma de crianças, graças ao meu pequeno atraso na língua.

Ano passado estava fazendo uma prova oral em dupla com uma amiga, e geralmente me dou pior na prova oral do que na escrita, pois fico bastante nervosa, chego até a suar frio. Enfim, esqueci como dizer "quanto é?" em inglês:

Minha amiga começou o diálogo:

- Can I help you?

-....

Então, a professora mandou repetir.

- Can I help you?

- No, thanks! I'm just looking

A professora me olhou com cara “de vou te dar zero” e mandou repetir pela terceira vez.

-Can I help you?
E eu soltei:

- What is this price?

(??????)

Gente, de onde  saiu esta frase? Não lembrei do "How Much" de jeito nenhum. 
Na hora da prova escrita, na redação, quando ia citar o mês de janeiro, que é verão no Brasil, cadê de lembrar que verão era "summer"? Fiquei um tempão tentando, até que mudei o mês para abril e a estação para outono...

Tenho pequenos brancos... Tá, tá... grandes brancos... e minha brilhante criatividade foi posta à prova ( só que ao contrário). Mas o idioma inglês continua sendo um “calo no meu pé”, ou melhor, na minha língua. Então o melhor a fazer é estudar porque não está easy para ninguém... 
   

sábado, 1 de junho de 2013

Casamento Gay

A permissão do casamento gay está causando muita discussão no mundo. Cada um deve ter o direito de escolha sobre sua vida, a chamada liberdade.

Muita gente diz que não sabe o que irá falar para seus filhos. É bem simples:

- Mãe, o que é isso?

- Isso, filho, é amor. É o que eu e seu pai sentimos um pelo outro.

- Mas é diferente.

- Filho, amor vem de várias maneiras, mas é o mesmo sentimento, e não devemos ter preconceito.

- O que é preconceito?

- É um sentimento muito ruim, meu filho. É uma aversão que você sente por outra pessoa sem nem conhece-la. É julgá-la sem saber nada sobre ela. Mesmo você não tendo o mesmo gosto nem opinião que outra pessoa, sempre deve respeitá-la.

É exatamente isso, o amor é diferente em intensidade, tipos, religiões, porém é o mesmo sentimento compartilhado. E devemos respeito a todos, mesmo não compartilhando das mesmas opiniões. Somos todos diferentes e é isso que nos fazem ser seres humanos, podemos raciocinar, portanto use o cérebro junto com o coração e não julgue a escolha alheia!

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Quantos anos você tem?

Estava outro dia no aniversário da minha amiga, então, perguntei:

- E ai? Está fazendo quantos anos?

-Ai, que coisa mais feia perguntar a idade. Sua mãe não te ensinou que não se pergunta quantos anos uma pessoa tem, não?

- O que a educação tem a ver com idade? Não entendi. Então, tá! Em que ano você nasceu? Ficou mais educado?

Já tem dois meses que minha amiga me bloqueou no Facebook e não atende minhas ligações...

A idade não é algo que todos temos? Não é o mesmo que perguntar o nome?  Muito escândalo por nada...Chamo isto de “tempestade em copo d'água”. 
    
Hoje em dia já existe até a Quarta Idade, descobri isso conversando com a minha avó.

-Eu estou na Terceira Idade! Você sabia que hoje em dia já existe a Quarta Idade?

- Ah é?

- Sim, é o superlucro, acima dos 80. Eu estou no lucro com mais de 70!

- E depois do 100? É o quê?

- Ah, aí é bônus, um extra, não sei...

Hoje, estamos vivendo mais tempo, e do jeito que as coisas vão, irão inventar a Quinta Idade, depois dos 100 anos. 

Não entendo por que existem pessoas que mesmo com os anos passando não falam a idade real. Conheço uma mulher que morreu com 60 anos, isso é o que ela dizia, vinha ano e saía ano e ela estava com 60. Só se for em cada braço e perna, porque com aquela aparência não teria 60 nem em seus mais belos sonhos. No dia do seu enterro descobri que na verdade ela tinha 87, isso porque a filha dela teve acesso à identidade da mãe, trancafiada num cofre escondido atrás de um quadro. Levou um susto, coitadinha...

Mas enfim, se perguntarem minha idade eu digo. Digo que não direi. Se ninguém gosta de dizer, por que só eu tenho que dizer? Não insistam porque isto é falta de educação.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Comprando minha passagem para a Lua

Estou anunciando a minha partida porque, em breve, não estarei mais aqui! Estou me mudando para a Lua. Cansei da Terra, cansei das pessoas e, acima de tudo, cansei da falta de respeito. 

Sempre me dizem que sou muito nova para estar tão estressada. Penso que essas pessoas é que estão velhas demais e por isso estão conformadas. Na verdade, torçam para não me conhecerem velha, porque darei trabalho.

Decidi tomar essa drástica decisão de ir para a Lua por causa de um acontecimento que foi o estopim de tudo. 

Estava indo de metrô para a nutricionista, saltei na última estação e, quando quis sair do vagão, fui impedida por pessoas que estavam tentando entrar. 
Foi aí que tudo começou...
 Após passar por uma mulher que me empurrou para entrar, eu dei o troco e a empurrei para sair.  Um homem com o triplo da minha altura (o que não é muito difícil...) e o triplo da minha largura (o que já é um pouco mais fácil...) me deu outro empurrão e me criticou por ter empurrado a mulher que me empurrou primeiro.
Lógico que revidei o empurrão e passei o resto da tarde atordoada, até me perdi no caminho da nutricionista.

Depois disso fico pensando como será na Copa (é...eu também me  faço esta pergunta).  É simples, não será. No mínimo, o povo brasileiro, que se acha superssimpático (nunca concordei com esta teoria), perderá esse posto de país amigável. Passará a ser tachado como o “sem educação” (aí, sim! Super concordo). 
Se tudo der certo, não estarei aqui para ver tudo isso. Estarei tranquila na Lua, e com certeza com muito chocolate. E quem sabe um dia eu volte, quando tudo estiver mais tranquilo...Então,  até qualquer dia desses.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Noite fria de inverno

Era inverno, era noite.
Estava escuro e frio,
me enrolei no edredom, 
tomei uma xícara de chocolate e me deitei esparramada no sofá.
Esperava, enquanto esperava, pensava.
O que estaria esperando? 
Esperava o nada,
é, bem assim, deitada e esperando o nada.
Só descansava, quem sabe?
Não sei.
Olhei na janela para o céu.
Era uma noite fria mas estrelada.
Era diferente, porque pela primeira vez não pensava em nada,
ou pensava em tudo?
Mas permaneci assim, deitada, olhando para o céu até o amanhecer.
Uma beleza de nascer do sol.
Ainda não pensava em nada, quem sabe em tudo?
Só me lembro que não dormi, 
fiquei aflita. 
Em algumas horas teria que me levantar e voltar ao batente.
O sono começou a se aconchegar,
já era, dormi.
Até a noite, 
sonhando com o nada e com o tudo.
Para na mesma noite permanecer olhando para aquele céu estrelado,
e pensar no tudo,
ou no nada?

terça-feira, 14 de maio de 2013

O preconceito não cabe mais

Preconceito é algo enraizado em nossa sociedade, onde cada um quer impor à força a sua opinião. Por exemplo, o casamento gay. O que isso afeta na vida de quem é heterossexual? Que eu saiba, nada. Ninguém vai virar gay se o casamento for permitido. É a mesma coisa que dizer que todos seremos heteros porque o casamento entre pessoas de sexo oposto é aceito.

A liberdade de expressão é permitida, porém ela cessa quando isso fere o respeito ao próximo. Ninguém é obrigado a concordar com nada, mas somos obrigados a respeitar a opinião alheia.

Estamos no século XXI, mas com pensamentos do século XVIII. Parece que ficamos estagnados no passado, porém nossa sociedade mudou, mesmo que alguns ainda parem no tempo e não queiram aceitar a verdade. 

Além disso, ainda há o preconceito racial. Existe algo mais arcaico do que isso? Fala sério, não cabe mais neste século, neste planeta, esse tipo de preconceito. Temos cores de pele diferentes, mas somos todos iguais por dentro. A única coisa que nos difere um dos outros é o cérebro (que uns parecem insistir em não usar). O que uma pessoa negra tem diferente de uma pessoa branca? NADA. O que importa realmente é o interior, sua personalidade, sua beleza interior e mais nada!

Outra coisa que não cabe mais é o preconceito religioso. Cada um de nós tem suas crenças e devemos respeitá-las, mesmo não concordando. O mundo é feito de pessoas com diferenças religiosas, sexuais, raças étnicas. Porém, entre todas as diferenças, o respeito é fundamental.

Enfim, esse preconceito todo é totalmente descabido, não cabe mais em ninguém. Favor ter respeito com o próximo já que ninguém jamais será igual a ninguém.