terça-feira, 29 de outubro de 2013

Maldito nove

Neste último domingo, no Rio de Janeiro,  tivemos que colocar um nove na frente dos números de celular. Acredito  que tenha um motivo:  o número de contas telefônicas tem crescido e são necessárias mais combinações numéricas. Sinceramente, acho isso muito chato.
Apesar  de algumas empresas  disponibilizarem aplicativos que colocam o nove automaticamente na frente do número (amo essas pessoas que criam aplicativos para facilitar a nossa vida), tenho certeza que se eu tiver que dar meu número para alguém de fora do Rio de Janeiro (não que eu seja muito requisitada, né? Ou nem um pouco.) irei esquecer desse maldito nove.1611.2826-nono-digito-9
Sou da época em que os telefones só tinham sete dígitos. Deveria ter uns sete anos, mal tinha acabado de aprender o meu número de telefone e  ainda tive que  lembrar de colocar o número dois na frente. Parece fácil, mas não era para uma criança de sete anos que passou algum tempo gravando sete números (muito cabalístico, não acham?).
Essa coisa de aumentar os números  tem que parar porque se não, daqui a pouco terei que decorar 20 dígitos do meu celular e mais 20 dígitos de telefone fixo. Isso porque temos agenda eletrônica nos dois e pelo menos não precisaremos lembrar do número das outras pessoas, só o nosso.
É engraçado como os números têm uma tendência de sempre aumentar, tipo, aumenta meu peso, minha idade, os dígitos do meu celular…só os  da minha conta bancária é que não aumentam. Agora teremos que esperar para ver quando vão aumentar os números do telefone fixo. Quem aposta um dia para isso acontecer?

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Sobre trabalho em grupo...Prefiro o lanche!

O trabalho em grupo deve ter sido inventado por um professor que só queria  testar a paciência de seus alunos, pois, normalmente,  uma ou duas pessoas que fazem o trabalho todo do grupo, e o resto da galera só entra como coadjuvante mesmo.
Quando estamos em grupo, o trabalho vai sendo enrolado até o último momento, pois nunca se acha um mesmo dia, um mesmo horário, em que todo mundo pode se encontrar para realizar esta tarefa.
Então, no último dia, na última hora, nos 44 minutos do segundo tempo para a entrega do bendito trabalho, está todo mundo lá, desesperado, roendo unha, cada um em sua casa, se comunicando pelas redes sociais, tentando juntar as partes de cada componente num único trabalho (então por que não fazemos isso uma semana antes?)
Segundo as minhas estatísticas e pesquisas aprofundadas, comigo mesma, todo trabalho em grupo tem no mínimo uma pessoa que não quer nada com nada, e precisa ser motivado pelo colega que gire a  sua “cordinha” (tipo  aqueles brinquedos antigos de corda) para ver se assim a pessoa começa a funcionar. No entanto, de tempos em tempos tem que dar nova corda porque a pessoa não funciona.
Tem também aquele que quer comandar tudo, o líder,  o que normalmente funciona melhor  em trabalho de dupla com aquele que não quer nada. Esse tipo de pessoa funciona como um diretor. Dita o que cada um deve fazer. Em tese, é ótimo, só que se você não fizer o que ele esperou que você faça, prepare-se para ouvir, e se você for de briga, como eu, saia de perto.
Em todo grupo também tem aquele que se empolga antes de fazer o trabalho, diz que não vê a hora de começar (é mentira!) e quando começa o trabalho, murcha, fica cansado e não faz nada. Precisa tomar aquele energético de novo para se empolgar. Faz aquele trabalho “meia boca” e acha que vai ficar tudo ótimo e que vai tirar dez.
Quer saber, a única coisa boa de fazer trabalho em grupo é a hora do lanche, pois quando você se reúne na casa de alguém, há sempre comidinhas para compensar esse tédio estudantil.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Quem irá me representar?

Na última quinta-feira  tive uma experiência sinistra que  só me mostrou  o quanto  a impunidade para menores é catastrófica,  pois quase fui atacada e assaltada por sete menores.
Tinha  acabado de sair da faculdade e resolvi passar na casa de uma amiga que mora na mesma rua. Eram dez horas da noite.
-Só vou ficar dez minutos, amiga, essa rua é perigosa e vou a pé.
- Toma cuidado! Ocorreu um assalto no colégio, aqui em frente, na  semana passada.
- Obrigada por me falar isso só agora… Estou com muito medo.
- Não fique com medo. Só fique atenta.
Saí  da casa dela as 22h10. Dei poucos passos e logo em seguida avistei os menores (entre 10 e 14 anos) em bicicletas tentando  me cercar e percebendo o meu medo. Para minha sorte,  o segurança do colégio do outro lado da rua saiu em minha defesa e  mandou-os ir embora. O  mais novo do “bando”, que deveria ter uns dez anos, continuou parado e me encarando,  até que depois saiu.
Atravessei a rua, entrei no colégio e liguei para o meu pai vir me buscar. Se eu tivesse ido um pouco antes ou um pouco depois, eles teriam me pego num lugar vazio e sabe-se lá o que fariam.
Fiquei com o coração batendo forte o resto da noite. Não tenho o sentimento de pena em relação a esses menores. Acho que  se você tem idade para cometer um crime, também tem idade para ser preso. É lógico, que esses abrigos de menores não são as melhores opções. Eles deveriam receber tratamento adequado para serem reintegrados à sociedade no futuro e não saírem com a ficha limpa logo após a liberação.
Infelizmente, aqui no Brasil nada funciona direito e nós, cidadãos, é que  sofremos e pagamos a conta da impunidade.
Eu, no auge dos meus vinte anos, estou  farta de tanta impunidade!