O ano está cada vez mais perto do fim e de vez em quando eu paro para pensar sobre o que me aconteceu. Com certeza, o que mais aprendi foi que uma história sempre tem mais de um lado. É fácil você julgar alguém sem passar pelo que ela está passando e não pensar sobre como isso afeta em cada coisa que fazemos na vida. Algumas vezes, tomamos atitudes que não se repetiriam se tudo não tivesse sido daquela forma. Quantas vezes não pensamos “e se?”.
Este ano passei por muitas situações em que depois fui obrigada a rever meus conceitos e me desculpar ou me transformar, pois, simplesmente, vi que não era daquele jeito que se fazia. Refiz, refiz e refiz, até acertar. Cada dia em que acordamos é um recomeço e uma forma de reaprender com os erros. É como se a vida fosse uma prova e cada dia uma questão, todo dia você precisa resolver uma, às vezes sabemos a resposta, outras vezes não, e algumas lembramos da resposta somente depois.
O importante é ser humilde porque ninguém gabarita a vida, não somos perfeitos e nem deveríamos, estamos constantemente em um prova, e possíveis falhas sempre ocorrerão. Não há nada que seja impossível de se resolver ou consertar.
A vida me parece um jogo de xadrez em que cada jogada você afeta a próxima, até o xeque-mate final.
Não existe volta, só maneiras de contornar ou o peão chegar à última casa para uma nova dama nascer.
Não se recua, a menos que você vá longe demais e precise se proteger, mas isso é uma maneira eficaz de dar mais passos à frente depois. E, infelizmente, é um pisando no outro para conseguir sua posição de destaque. Mas no final, dá um belo de um jogo
Pensamentos ao Vento
Poesia são as palavras dançando
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
sexta-feira, 18 de julho de 2014
O mundo a seus pés
Em suas lágrimas refletiam um
mundo de esperança. Tinha pitadas de ressentimento, orgulho e dor. Tudo que
aprendera até lá foi sobreviver a guerras frias. Não sabia como se mover depois
de tudo que ocorrera diante de seus olhos.
A lágrima caiu.
Quando você tem calor no coração,
derrete até as geleiras mais profundas. Aquelas geleiras que parecem um cubo de
gelo, mas escondem os maiores icebergs dos oceanos.
Após enfrentar os animais mais
selvagens da África, ela aprendeu a domá-los.
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Gosto de café amargo
Hoje de manhã, bebi um café
amargo. Foi tão difícil de engolir quanto à verdade nua e crua. Corrói pelo
nosso corpo e se entranha, estranha. O gosto é amargo e viciante. Quem prova
café não gosta de mentiras. Palavras deitam-se e rolam. Mentira é o açúcar que
adoça, vicia, mas não sacia.
Pela
janela o sol refletia um instante de horror. O sol tinha gosto de café amargo
para quem se escondia. Aprisionava os engravatados, encoleirava os cães e
punham um sorriso amarelo em meninos de escola. A felicidade é amarga.
Minutos
de solidão a cada segundo que o relógio marcava. Cada momento de felicidade era
instantâneo, como um café amargo.
A
desilusão aparecia em cada coração partido. A morte aproximava-se em cada leito
vazio. Não se pede mais por um socorro. Uma quinta sofrida, como uma manhã
chuvosa, como um café amargo.
Cada
pedido de esmola é um grito de socorro. Um grito que não vemos. Desloca-se pelo
vento e são ignorados por cada um que carrega dentro de si o gosto do café
amargo.
Reflexão
Hoje não escreverei uma crônica, mas, sim, uma reflexão, pois preciso desabafar.
De uns tempos para cá, tenho passado por momentos pesados, provavelmente só eu entenderia porque sou daquelas que transforma uma baratinha em uma voadora e devoradora de cérebros humanos. Mas cada um sente de uma forma e não dá para comparar nada. Os sentimentos são infinitos a cada um de nós.
Enfim, tudo por que passei, extremamente pessoal, deixou-me no fundo, despedaçada, achando que o mundo tinha acabado. Graças a Deus, tenho uma família e amigos incríveis que não me deixaram no chão e me ajudaram a catar os pedaços.
Apesar de que hoje eu ainda esteja passando por alguns buracos, posso dizer com convicção que estou atravessando-os com muito mais firmeza.
Apesar de que hoje eu ainda esteja passando por alguns buracos, posso dizer com convicção que estou atravessando-os com muito mais firmeza.
Há pouco tempo, eu era uma pessoa que se estressava facilmente e me deixava levar por pouca coisa. Hoje em dia, não virei uma monja budista, mas coisas pequenas não me estressam tão rápido e aguento as dores com mais resistência.
Ainda sei que vou passar por várias coisas e só galguei um degrau da minha vida, mas o fiz com coragem e maturidade, podendo encarar agora os outros com mais bagagem na mente e leveza no corpo.
Devo agradecer às pessoas que estiveram ao meu lado. E se um dia me disseram que ter um amigo já é bastante, eu rebato, dizendo que tenho mais amigos que largaram suas dores para me ajudar, assim como faria por eles.
Finalmente, um novo recomeço dentro de mim!
Finalmente, um novo recomeço dentro de mim!
Futebol, Brasil e política
Estou meio atrasada no quesito Copa do Mundo, mas a questão é porque eu não aguento mais ouvir sobre isso. Não sei bem o porquê, afinal tenho ido no Fifa Fan Fest vários dias. E com certeza, está tendo muita copa, tanta copa que tem copa em Copa.
Você entra no metrô e não basta ver várias propagandas do Neymar (porque a copa do Brasil só tem Neymar. E francamente, eu não vou com a cara dele. Baixa a bola). O metrô também está no clima e avisa a chegada de algumas estações como se fosse um narrador de futebol (pelo menos, não é o Galvão).
Depois de muito calcular, no mínimo, 80% dos jornais estão falando sobre a Copa, Neymar, Gringos. Acho que estão precisando de mais matéria. Como se não bastasse, cá estou eu, escrevendo sobre o mesmo assunto.
Falando em gringos, o Rio não está mais para cariocas. Você anda na rua e só vê estrangeiros, e os preços são para eles que vem de fora . Uma das poucas coisas que continua bem brasileira são os assaltos. Estes não entraram de férias. Até que o clima tem nos dado uma trégua, em pleno inverno com sol bonito e calor agradável.
Assim que acabar a Copa, lá vamos nós para as propagandas políticas, falsas promessas e um pouco mais de protesto. Aí, sim, quero ver quem vai torcer para o Brasil.
segunda-feira, 30 de junho de 2014
O prisioneiro
O prisioneiro liberta-se em sua alma, quando seu interior já não reflete mais a janela do seu exterior.
Somos não só o que mostramos, mas o que sentimos.
A prisão é mental e o espírito só é livre quando abre as portas da alma. Janelas e portas trancadas nos sufocam até explodirmos dentro de si. Os cacos são catados por quem queremos que entrem e se transformam em escudo e nos ameaçam trancar-nos novamente.
A liberdade também tem um preço. As vezes, caro a se pagar, mas nada mais reconfortante do que uma janela e porta aberta para podermos respirar.
Somos não só o que mostramos, mas o que sentimos.
A prisão é mental e o espírito só é livre quando abre as portas da alma. Janelas e portas trancadas nos sufocam até explodirmos dentro de si. Os cacos são catados por quem queremos que entrem e se transformam em escudo e nos ameaçam trancar-nos novamente.
A liberdade também tem um preço. As vezes, caro a se pagar, mas nada mais reconfortante do que uma janela e porta aberta para podermos respirar.
domingo, 15 de junho de 2014
Clímax da vida
Tem uma frase que diz
que o tempo não cura nada, só tira o incurável do centro das atenções. Gosto
muito dela, pois é verdade. Pra parar pra pensar, não é para esquecermos nada.
A dor é como o clímax, só sentimos porque é o ponto alto da história, quando deixada
pra trás a história acaba. Sem um clímax a história não teria um fim., ou um
sentido.
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