Eu nunca costumei beber em festa, mesmo porque não gosto de álcool. Na verdade, detesto! Se for para beber terá que ser bem doce, assim não sentirei o gosto alcoólico (viu como não entendo nada de bebidas?).
Sou uma daquelas poucas pessoas que ficam sóbrias nas festas, bares e afins. Para mim, beber até ficar bêbado e não ter noção de onde está ou o que está fazendo e acordar no dia seguinte com uma baita ressaca, sem lembrar do que fez na noite anterior, não tem graça nenhuma. Podem me chamar de careta ou do que quiser, mas não mudo minha opinião sobre isso.
Quando fiz 18 anos fui num restaurante e, pela primeira vez, pude pedir meu primeiro copo de chope. O primeiro copo de chope ninguém esquece, mas eu já esqueci!!! Fiquei tonta na metade do copo, desisti de continuar a beber já que ficar tonta não é algo que me agrada.
Não entendo mesmo essa história de perder o controle sobre sua vida (não gosto, sequer, de perder o controle da TV). Não entendo o prazer que as pessoas têm em fazer coisas que não vão lembrar no dia seguinte. E ainda correr o risco de fazer “aquela” besteira. Não, muito obrigada, mas não concordo.
Além do mais, acho superdivertido ver um bando de bêbados e só você ter a noção das besteiras que estão sendo feitas. Conversar com gente assim é até divertido. Sem contar que quando estou no meio de gente assim posso ser louca, posso ser da maneira como eu quiser que ninguém vai notar. Só que eu sei o que estou fazendo, estou no total controle da situação e, o melhor de tudo, sem ressacas e arrependimentos.
Agora, uma coisa é certa, não me peça para tomar conta de bêbados, porque eu não sou babá. Se já tem idade para beber, tem idade para se cuidar.
terça-feira, 30 de abril de 2013
terça-feira, 23 de abril de 2013
Fita Métrica
Outro dia fui numa loja com uma amiga experimentar shorts. Eu entrei primeiro na cabine:
- Amiga, chega aqui! Acho que você cabe nesse short junto comigo.
E não é que cabia? E o tamanho era 36. Pois é, o que anda acontecendo com os padrões dos nossos estilistas?
Depois fomos numa segunda loja.
Já que a primeira cabia a torcida do Flamengo inteira dentro de um short 36, resolvi pedir o 34. A vendedora da loja olhou para mim como se eu fosse de outro mundo.
- 34? Acho que pra você é 40!
Eu olhei para ela me sentindo do tamanho de todas as torcidas do Rio juntas, mas aceitei experimentar mesmo assim.
Ela veio com um pedaço de pano minúsculo, eu já pronta para perguntar se ela ia me dar a outra metade do short depois, mas já com o short enfiado na minha cara não tive muita chance. Fui ao provador e, sem conseguir passar o short nem pelo pé, já fui logo me adiantando:
- Vocês têm um short pra gente que come?
- Não, esse é o nosso maior tamanho.
- Ah, entendi! Ou você usa a roupa ou respira, né!?
Não resisti, e perguntei:
-As roupas daqui já vêm com máscaras de oxigênio embutidas também?
Pois é , percebi que a partir de agora terei que virar minha própria estilista já que os atuais padrões variam de Barbie a Mulher Melancia. Só preciso aprender a desenhar, costurar e... Ah, deixa pra lá...
- Amiga, chega aqui! Acho que você cabe nesse short junto comigo.
E não é que cabia? E o tamanho era 36. Pois é, o que anda acontecendo com os padrões dos nossos estilistas?
Depois fomos numa segunda loja.
Já que a primeira cabia a torcida do Flamengo inteira dentro de um short 36, resolvi pedir o 34. A vendedora da loja olhou para mim como se eu fosse de outro mundo.
- 34? Acho que pra você é 40!
Eu olhei para ela me sentindo do tamanho de todas as torcidas do Rio juntas, mas aceitei experimentar mesmo assim.
Ela veio com um pedaço de pano minúsculo, eu já pronta para perguntar se ela ia me dar a outra metade do short depois, mas já com o short enfiado na minha cara não tive muita chance. Fui ao provador e, sem conseguir passar o short nem pelo pé, já fui logo me adiantando:
- Vocês têm um short pra gente que come?
- Não, esse é o nosso maior tamanho.
- Ah, entendi! Ou você usa a roupa ou respira, né!?
Não resisti, e perguntei:
-As roupas daqui já vêm com máscaras de oxigênio embutidas também?
Pois é , percebi que a partir de agora terei que virar minha própria estilista já que os atuais padrões variam de Barbie a Mulher Melancia. Só preciso aprender a desenhar, costurar e... Ah, deixa pra lá...
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Metaforicamente
Descobrir a amizade é como encher um balão de gas,
você vai depositando todo o seu ar até ele estourar.
Só que não some, sempre sobra algo,
em que quanto mais você estica mais sensível fica,
podendo rasgar para sempre.
E não adianta tentar remendar,
pois não voltará a ser o mesmo.
Por isso, quando for encher um balão,
tente não alimenta-lo com todo seu ar,
porque se ele se for, irá por inteiro,
e enfeitará o céu de lindas cores.
você vai depositando todo o seu ar até ele estourar.
Só que não some, sempre sobra algo,
em que quanto mais você estica mais sensível fica,
podendo rasgar para sempre.
E não adianta tentar remendar,
pois não voltará a ser o mesmo.
Por isso, quando for encher um balão,
tente não alimenta-lo com todo seu ar,
porque se ele se for, irá por inteiro,
e enfeitará o céu de lindas cores.
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Relatos de uma feminista irritada
| Existem certas situações na vida que são muito cansativas, ainda mais quando vão contra o senso comum da sociedade. Uma delas é ser feminista num mundo machista. Cansa tentar explicar aos ignorantes que o feminismo não é o oposto do machismo (machismo vem de macho, então seu oposto é “femismo” de fêmea). Feminismo, apesar do nome parecer favorecer à mulher, é contra o sexismo, ser a favor da igualdade entre os sexos. Quando se é mulher, aprende-se desde cedo a não usar roupa curta, a não sair sozinha, a aprender a cozinhar, lavar, passar, arrumar a casa. O mais certo seria ensinar aos homens a respeitarem uma mulher na rua, que estuprar é crime, cuidar da casa é tarefa de ambos, cozinhar não é coisa só de mulher. Desde pequeno os sexos são divididos entre rosa e azul, panelinha e bola de futebol. Mas e se um menino quiser brincar de panelinha? Não pode? É chamado de mulherzinha? E desde quando ser mulher é xingamento? Quando um marido e uma esposa se separam, porque se chama ex marido e ex mulher? Desde quando alguma mulher é menos mulher porque se separou, se não teríamos que chamar de ex homem também, né!? Em comerciais de produtos de limpeza, casa, cozinha, sempre colocam uma mulher para protagonizar. É exatamente aí que começa o preconceito. Ou melhor, começa na falta de educação em relação de igualdade entre os sexos. O pior é quando culpam a mulher por ser estuprada. - A culpa é dela, ela só anda de roupa curta, estava pedindo para ser estuprada. Não, a culpa não é dela! Não estamos em um país livre? Não temos liberdade de usar o que quisermos? Por que a mulher não pode? E como você me explica os casos da Índia, em que as mulheres, mesmo de burca, são estupradas? Somos livres e temos o direito de usar o que bem entendemos. - Ah, mas se uma mulher apanha de um homem e continua com ele, ela merece. Por que não denunciou? Caros leitores, em hipótese alguma a culpa é da mulher, se ela não denunciou é porque provavelmente tem medo, ela pode ter sido ameaçada pelo próprio companheiro. Mas é claro que existem homens feministas, assim como mulher machista. Porém esse último caso eu nunca entendi. Uma mulher ser contra a liberdade dela mesma? Muito louco! |
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