sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Supertições

Não estamos em nenhuma sexta-feira 13 e tão pouco perto desta data temida, mas, ao ver uma pontinha do espelho do meu banheiro quebrada,  não pude deixar de pensar: que medo é esse que gira em torno de superstições e um dia dito “de azar” como a sexta-feira 13? Números são só números, não?
Lembro que quando tinha doze anos, quase todas as minhas amigas falavam:
- Quando fiz treze anos aconteceram muitos incidentes no mesmo dia. Bati a cabeça, caí da cadeira…
E eu com doze anos, faltando uma semana para completar meus treze?
- Ah! Eu caio da cadeira todo o dia. O que será que vai acontecer comigo?
- Não sei, amiga! Mas todo cuidado é pouco…
E não é que os meus treze anos foram mais fáceis que os doze… Me livrei dessas amigas malucas, e nada me aconteceu no dia “fatal”.
Tem gente que acredita em sete anos de azar pelo simples fato de quebrar um espelho (é só um espelho) ou de ver um gato preto (tadinho do gatinho, isso é bullying), até passar debaixo de uma escada.
Acho que em vez de pensarmos no “azar” devemos pensar na “sorte” e isso acontecerá quando o mundo deixar de guerrear entre si, houver mais paz e amor. As crianças poderem ter infância. Menos poluição…
Isso sim será sorte, um mundo sem violência.
De qualquer forma, não vou me arriscar… passar embaixo de uma escada… Ôpa! Consertar logo o espelho e, só para garantir, tomar banho com sal grosso…

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Elas e Eles

Outro dia, deparei-me com a seguinte situação, ou passava na frente de um bar (cheio de homens, praticamente bêbados) ou atravessava a rua. Preferi atravessar a rua, mas não pude deixar de pensar o quanto a mulher muda de roupas e de rumos só para não ser assediada.
Angustia-me não o fato de ser mulher, mas ser mulher nesse mundo machista. A mulher não anda apenas com medo de ser assaltada, mas também de ser estuprada. Todo o dia ela é julgada, desde a forma de se vestir até pelo jeito de andar. De comportada a vulgar (quem precisa de rótulos?).
Uma vez, um homem me falou que meus olhos eram bonitos. Levei como elogio, pois vejo uma mulher falando isso para outra. Agora não vejo uma chamando a outra de “delícia” e nem que “quer ser o sorvete que a outra está lambendo” porque isso não é elogio, é grosseria.
Por que toda a propaganda tem que ter uma mulher gostosa no meio? Bebida é sempre associada a mulher gostosa. Em programa de luta, como no UFC, sempre vemos mulheres exibindo corpos esculturais antes e entre cada luta. Torcedoras de futebol só servem se forem gostosas. Nunca vi homem sendo alvo de propagandas, tendo que exibir seus corpos para chamar atenção, por isso, nem julgamentos. O que faz eles serem diferentes delas?
Sempre que o produto for família, casa, cozinha, será designado a ela. Homem não se importa com a família, com a casa, cozinha? Se não, pelo simples fato de que há séculos o homem só é visto como o pai de família, quem consegue  dinheiro, trabalha e a mulher cuida da casa e dos filhos. Não está na hora de mudar?
Ele na cozinha é chefe de restaurante,
Ela é dona de casa.