quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Desabafo de uma cliente insatisfeita

Há poucos dias fui a uma loja trocar um sapato. O vendedor me atendeu superbem, tudo tranquilo, até eu avisar, ao final  de experimentar os sapatos, que era uma troca.
-Por que a senhora não me avisou antes?
- Me desculpe, eu realmente nem me toquei.
Certamente, ele ficou chateado porque era uma troca e não receberia  comissão, mas depois que me desculpei,  ele não tinha que falar mais nada, na verdade, ele não tinha que falar nada nem antes, no máximo pedir para, na próxima vez,  avisar antes que era uma troca. Mas  ele não parou por aí.
- A senhora tinha que ter avisado antes, todo lugar tem um esquema de troca.
- Eu sei, mas não me lembrei, desculpe…
- Sinceramente, minha senhora!
Troquei o sapato e saí da loja humilhada. Depois disso, refleti o quanto tratam mal os consumidores de uma forma geral. Por mais que eu estivesse errada (e acho que não estava tanto assim) o bom vendedor deveria  avisar o procedimento correto de troca e não emburrar a cara e destratar a cliente. Sabe lá, se eu posso voltar e comprar novos sapatos e até procurá-lo, em decorrência do seu bom atendimento?
Existem lojas em que entramos e temos a impressão que os vendedores ficam torcendo para que saiamos logo, sem perguntar qualquer coisa. Eu sei que é um trabalho em que se ganha pouco, mas os clientes não têm culpa.
Ninguém gosta de entrar em algum lugar e se sentir como se não estivesse ali, tipo invisível. Infelizmente, muitas lojas não querem saber de treinar seus vendedores para que atendam bem aos clientes, só pensam no lucro. O resto é o resto.
Muitas vezes nos sentimos inseguros e até mal por entrar numa loja. Algo estranho de se sentir, afinal a loja vive de seus clientes e pagamos pelo que consumimos, então como pode ser isso? Os vendedores não estão nos fazendo um favor em nos atender bem, ao contrário, nós que é fazemos um favor de escolher a loja onde comprar, afinal, nada é de graça.
Se hoje chegamos a esse ponto de indiferença, vou usar o velho jargão “imagina na Copa!”. Só gringo que terá vez…Mas será que eles vão consumir como nós?
Quem viver, verá…

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Em busca de um mundo melhor e mais gostoso

Sabe quando dá aquela fome? Aí, você vai pronta pra abrir a geladeira e encontrar o maravilhoso mundo de Nutella…e nada!
É sempre assim na minha casa, nem abro mais minha geladeira pensando em algo gostoso e politicamente incorreto (do ponto de vista comestível), prefiro não criar expectativas e me surpreender… mas  nunca me surpreendo.
O pior de tudo é que mesmo comendo todas as comidas saudáveis que minha mãe prepara e tendo uma taxa baixa de colesterol, meus pais reclamam que não me alimento bem… Eu não posso com isso.
Refrigerante é só final de semana. Quando eu quero tomar um, num dia de semana, tenho que traficar e levar escondido pro meu quarto. O mesmo acontece com chocolate.
Quando sinto fome, não procuro o que comer, simplesmente falo pra todo mundo que estou com fome, na esperança de que ela passe… Não passa.
Ir ao supermercado com minha mãe é conhecer um novo mundo. Outro dia ela me fez procurar um traseiro de boi (carne seca), em plena segunda-feira (estou traumatizada até hoje). Torço por um mundo em que ir ao mercado com os pais seja comprar muito chocolate, biscoitos e refrigerantes. Um mundo paralelo.
Enquanto não tenho o meu sonho doce realizado vou continuar o meu tráfico de chocolate e refrigerante e torcer para minha mãe não ler esta crônica, mas acho que não escaparei de sua ira depois dessa.