terça-feira, 24 de setembro de 2013

Rosa e azul

Vira e mexe, me deparo com matérias horrorosas de machismo, como por exemplo, a última que li cujo título cafona era: “15 tipos de mulheres que os homens não gostam”.
Fala sério! Quem escreveu uma bobagem dessas? No mínimo, uma pessoa frustrada com a própria vida que resolveu comandar como as mulheres devem agir. Deve ser um homem que não arranja uma mulher ou uma mulher desiludida no amor que foi rejeitada por estas 15 características apresentadas.
Até quando vamos aguentar que uma mídia machista nos imponha padrões de beleza e de comportamento? Acho triste que em alguns países seja, não só permitido, mas incentivado o concurso de beleza.
Nos EUA, há programas de TV com concursos mirins em que, geralmente, mães que queriam participar (ou quando crianças participaram) obrigam suas filhas (e em alguns casos, seus filhos) a serem julgados por sua beleza. Gente, são apenas crianças! Elas usam dentes, cílios, cabelos, tudo postiço. Lamentável…
E as cantadas na rua? Não, nós mulheres não gostamos de receber elogios de estranhos na rua que só têm a intenção de invadir nossa liberdade, sobre que tipo de roupa podemos usar sem que algum palhaço se considere no direito de nos abordar. Se você é homem e não acha nada demais é porque nunca recebeu uma cantada de outro homem. É muito baixo-nível.
Por que os comercias de cozinha, limpeza e de cuidado com os filhos sempre são com mulheres? Isso só reforça o fato de que lugar de mulher é cuidar da casa e da família. Não, chega disso! É papel da família toda cuidar de tudo, não só da mulher. Não suporto mais esses comerciais chatos e repetitivos, machistas e cansativos. Se for parar para listar todo o machismo que vemos ainda, não vamos parar nunca.
Chega de  dividir a vida em rosa e azul!

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Não me venha com seus ringtones

O assunto do momento é o Rock in Rio, mas estou sem dinheiro e não vou. As únicas músicas que tenho ouvido ultimamente nem são exatamente músicas, e não tenho ouvido por vontade própria. São esses malditos ringtones. Para falar a verdade (não que eu minta), eu nem tenho música no meu celular, não sou ligada muito nisso, e também não faço ideia de como se coloca (neste ponto eu sou mais devagar que a minha avó… desculpe, vó!).
Os toques do meu celular são sempre padrão e eu sou feliz assim. Até acho superlegal você ter músicas no seu celular, mas tem alguns bem irritantes. Estava na minha faculdade, fazendo nada, esperando a aula começar e a pessoa do meu lado estava com o celular na mão, mandando mensagem e, infelizmente, recebendo. Só que a criatura não tirou o som e toda hora (três veze por segundo) o infeliz do telefone tocava. A minha vontade era gritar com ela para desligar, tirar o som, colocar no vibracall enquanto ela estava com o celular na mão mandando mensagem (é o que eu faço). Mas a educação que meus pais me deram não me permitiu fazer isso, então eu xinguei no facebook mesmo. Esses toques sempre me dão susto, principalmente quando estou tentando dormir e toca aquele barulhão, pior que um despertador (tá, nem tanto) no meu ouvido.
Por que me mandam mensagem quando eu estou tentando dormir? E geralmente é da operadora me “oferecendo” algo. Podia ter um botão para tocar somente em caso de extrema emergência, caso a comida tenha acabado ou queiram me dar dinheiro. Fora isso, eu não quero saber!!!

terça-feira, 10 de setembro de 2013

A tal da Lei de Murph

Há alguns anos, li num livro sobre a Lei de Newton.  Ops!  Lei de Murph. São tantas leis e eu só me lembro da “Lei de Gaga” (desculpem, não resisti).
A Lei de Murph é algo que pode dar errado, e realmente acaba dando, e da pior maneira possível. Como por exemplo, quando você fala algo constrangedor justamente no momento quando todo mundo fica em silêncio, ou quando você está atrasado, pega o ônibus errado, rasga a calça e tudo de pior que puder acontecer, acontece.
Até mesmo quando você pisa no cocô do cachorro com seu sapato, novinho e branco (ainda dizem que isso dá sorte, deve ser porque nada pior pode acontecer ou a sorte é do próprio cachorro que já se aliviou mesmo), é a Lei de Murph fazendo o trabalho dela.
Voltando ao livro, ele era bem explicativo e interessante, mas, apesar disso, eu não li todo (preguiça, mesmo). Nele, explicava o porquê de você ouvir seu nome no meio de um barulho (porque o seu nome chama atenção, se fosse o nome de outra pessoa, você não notaria).
Isso vale também para o palavrão. Se não estou enganada o nome do livro é “Por que o pão sempre cai com o lado da manteiga para baixo?”
Você já notou que quando aprendemos uma palavra nova você começa a ouvir em todo o lugar? Isso é porque passamos a notar mais essa palavra, damos mais atenção a ela e não porque o mundo decidiu pronunciá-la. Isso também é a Lei de Murph. Mas a pergunta de um milhão de dólares é: Quem é Murph? No mínimo um cara azarado. E essa Lei de Murph é bem complicadinha, hein!
Prefiro a Lady Gaga mesmo.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

O vício Candy Crush

Maldito Candy Crush! Se você não jogou, um dia vai jogar! Se não ouviu falar, em breve, ouvirá. Se anda de metrô, certamente já viu, pois todos jogam durante a viagem sem paisagem..
O objetivo do jogo é ir juntando os doces e acabar com as geleias, todos virtuais (se ainda fossem reais…) ou então trazer os elementos para a base, isso depende da fase. E são muitas fases… Você ainda pode comprar vida (hoje em dia só não se vende mais a mãe), já que são cinco vidas e a cada uma que você perde, tem que esperar 30 minutos para recuperá-la. É um vício terrível e confesso que já gastei 100 reais comprando as tais vidas.
Outro dia, meu pai me perguntou:
-Você conhece o Candy Crush?
Tremi…
-Por quê? – tentei despistar sem sucesso…
Estou pagando as cem pratas, até hoje, em parcelas (graças!).
Tudo começou num belo dia de sol quando ouvi aqui e ali que todo mundo jogava esse jogo, o quanto era legal, coisa e tal.
Como sou uma pessoa antenada, moderna e facilmente influenciável, decidi experimentar. Foi aí que cometi o primeiro erro. Iniciei o jogo e não me viciei, afinal, pensei,  sou uma pessoa forte, segura e não cairia em tentação. Continuei a jogar, segundo grande erro que cometi. Cada vez que eu ficava sem vida, hipoteticamente falando, naturalmente pensava: é só 1 dólar, vou comprar 5 vidas! Cada dólar você ganha 5 vidas.Terceiro erro cometido.
E cá estou, viciada e falida. Mas posso agora falar que estou na reabilitação, já estou na fase 105, mas não gasto mais dinheiro (nem posso) e não jogo todo o dia. Então, para você que começou agora, na fase 100 o vício passa (talvez) e se você nunca jogou, vou dar meu conselho: NÃO JOGUE!!!