quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Quem irá me representar?

Na última quinta-feira  tive uma experiência sinistra que  só me mostrou  o quanto  a impunidade para menores é catastrófica,  pois quase fui atacada e assaltada por sete menores.
Tinha  acabado de sair da faculdade e resolvi passar na casa de uma amiga que mora na mesma rua. Eram dez horas da noite.
-Só vou ficar dez minutos, amiga, essa rua é perigosa e vou a pé.
- Toma cuidado! Ocorreu um assalto no colégio, aqui em frente, na  semana passada.
- Obrigada por me falar isso só agora… Estou com muito medo.
- Não fique com medo. Só fique atenta.
Saí  da casa dela as 22h10. Dei poucos passos e logo em seguida avistei os menores (entre 10 e 14 anos) em bicicletas tentando  me cercar e percebendo o meu medo. Para minha sorte,  o segurança do colégio do outro lado da rua saiu em minha defesa e  mandou-os ir embora. O  mais novo do “bando”, que deveria ter uns dez anos, continuou parado e me encarando,  até que depois saiu.
Atravessei a rua, entrei no colégio e liguei para o meu pai vir me buscar. Se eu tivesse ido um pouco antes ou um pouco depois, eles teriam me pego num lugar vazio e sabe-se lá o que fariam.
Fiquei com o coração batendo forte o resto da noite. Não tenho o sentimento de pena em relação a esses menores. Acho que  se você tem idade para cometer um crime, também tem idade para ser preso. É lógico, que esses abrigos de menores não são as melhores opções. Eles deveriam receber tratamento adequado para serem reintegrados à sociedade no futuro e não saírem com a ficha limpa logo após a liberação.
Infelizmente, aqui no Brasil nada funciona direito e nós, cidadãos, é que  sofremos e pagamos a conta da impunidade.
Eu, no auge dos meus vinte anos, estou  farta de tanta impunidade!

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