quarta-feira, 12 de junho de 2013

Meu primeiro emprego

Esta semana minha vida deu uma guinada de 360° graus, e digo isso porque voltei ao mesmo lugar.

Como vou recomeçar a faculdade no segundo semestre, tenho  procurado emprego para preencher o meu dia e ter uma graninha extra, mas a princípio não queria trabalhar em loja, e quase entrei numa fria ao pensar em ser corretora. Com a dificuldade de arrumar algo, acabei cedendo e fui ao shopping colocar meu currículo nas lojas, e logo encontrei uma que estava precisando desesperadamente de vendedores (daí, fui contratada...). 

Não era loja de roupas porque acho muito cansativo, era uma de presentes, e neste mês do Dia dos Namorados, a oportunidade me pareceu perfeita. Fiz a entrevista e gostei da política dos vendedores se ajudarem e não ter aquela disputa de cada um por si. 

No meu primeiro dia, segunda-feira,  confesso que tremi na base porque era muita coisa para aprender, cada hora via algo que nem sabia da existência, como por exemplo, uma lupa, uma luminária, uma caneta, uma caneta touch screen, tudo isso num quadrado de menos de dez cm (que loucura!). Achar as coisas no estoque? Até agora não lembro da maior parte e onde fica o quê.

Pois, então, depois que peguei o jeito, vender foi o mais fácil de tudo. Agora, ficar seis horas em pé era algo que eu não aguentava, e comecei a sentir dores na coluna. 

No quarto dia resolvi ir ao médico. Depois de um raio-x e uma consulta, a conclusão:

- Você tem um problema genético...

-Obrigada, mãe (e pai, que não estava presente no consultório).

- Enfim, esse problema será para o resto da sua vida. Vou te passar um anti-inflamatório e novalgina para quando tiver dor.

-Que bom! Mais um remédio para a minha coleção. E quando eu estiver com 50 anos?

- Aí a dor será mais recorrente.

- Socorro, mãe!! E com 80? Estarei desmontada?

- Calma, menina! Faça RPG, e quem sabe nessa época já tenham inventado alguma terapia para amenizar essa dor.

Não, não basta meu pé torto, que sinto uma dor tremenda na perna quando ando muito, agora a coluna? Fisioterapeutas do futuro, ajudem-me a sobreviver neste mundo!

Retornando ao meu novo emprego, ainda tem o fato de ser baixa (sou quase a Xuxa, a Rainha dos Baixinhos, só que no caso, uma das baixinhas), e como tudo naquela loja fica no alto, então lá vou eu... 
Superei meu medo de altura e subi em escadas várias vezes para pegar as coisas. Imagine a situação de uma baixinha de pé torto com dor na coluna (e bem desastrada), subindo a escada, tremendo de medo para pegar algo que estava fora do alcance, às vezes, até mesmo a escada. Já deu para ver que o meu novo trampo não duraria muito, né?

No último sábado, foi o dia que pedi demissão por não aguentar esses tais problemas e, principalmente, o de minha coluna. Infelizmente não poderei trabalhar em loja e nenhum lugar que tenha que ficar muito tempo em pé. 
Minha coluna não suporta, e minha saúde agradece. Estou novamente disponível no mercado, só que ainda mais limitada.

Consegui bater um recorde, o de menos tempo trabalhando. Acho que vou ligar para o Guiness Book. Foram cinco dias, mas aprendi que sou uma pessoa paciente, de verdade (não tenho muita para coisa errada, mas em geral, sou paciente). 

E o mais legal disso tudo é que a blusa com que fui no meu primeiro dia de trabalho foi a que escolhi (coincidentemente) para o meu dia de demissão. Tá, não foi, assim, o mais legal... Ok, nem foi legal, porque essa blusa ficará marcada, acho que não a usarei mais. Alguém quer?

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