Nos últimos dias, me dei conta de uma coisa muito significativa: eu nunca desliguei o meu celular, a não ser quando deu problema, mas não foi por livre e espontânea vontade.
Hoje em dia, o celular é tão essencial em minha vida como uma peça de roupa. Sair de casa sem ele é como sair nua, por exemplo. Ele é bem mais do que um acessório...
- Boa tarde! Gostaria de alguma ajuda?
-Sim! Tem celular tamanho M? Porque eu levei o P e ficou um pouco apertado...
Eu, pelo menos, vejo o meu celular umas cinco vezes por minuto. Durmo com ele do meu lado, ele me acompanha até no banheiro. Fica lá, em cima da pia, quietinho, ou não, porque estou sempre recebendo mensagens. Celular, hoje em dia, serve como calculadora, relógio, cronômetro, internet, máquina fotográfica, filmadora, caderno (bloco de notas) etc.
Como telefone é o menos usado. Infelizmente, todos estão inseridos nessa tecnologia, até meus pais. Todos os dias, recebo milhões de mensagens, perguntando onde estou, o que estou fazendo, para aonde vou e por aí vai (coisas de pai e mãe).
Com a invenção de aplicativos como o WhatsApp, um meio de enviar mensagens de graça , o controle ficou ainda pior. Podemos fazer um grupo onde você manda mensagem e todas as pessoas que estão neste grupo recebem.
Tive a brilhante ideia de fazer um grupo para família, onde eu, meu pai, minha mãe e minha irmã nos comunicamos ao mesmo tempo. Brilhante porque meus pais não param de mandar mensagem e quando eu saio da aula estão lá 17 mensagens não visualizadas. Entenderam?
Mas tem lá seu lado bom, afinal, posso avisar algo para os dois sem precisar mandar duas mensagens, e de graça.
Ihhh, meu celular já tocou de novo, são as cinco mensagens do meu pai em dez minutos! Tenho que responder...
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