E pois-se a chover. Mas não aquela chuva leve que brinca de esconde-esconde com o sol. Foi aquela chuva, aquele chuvarão. Mas ela estava sem guarda-chuva. Triste? Discordo. Ela brincou na chuva, correu na chuva. E observava cada rosto triste de pessoas ranzinzas. Pessoas que não gostam de segundas feiras. Quem gosta? Ela gosta. Gosta das segundas, das terças, das quartas. Afinal, ela gosta da semana inteira. E também gosta de chuva, de se molhar na chuva, de correr na chuva, de beijar a e na chuva.
Ela é diferente, é especial. Tem amor pra dar e pra receber. Até muito amor pra dar. Seu coração é enorme. Não há quem não caiba. E se não couber, não se preocupe, ela dará um jeito. Poque ela é assim, sem fim, sem limite, sem ponto.
Ela é especial. Não há lugar em que ela passa que não deixa um pouco de felicidade. Mesmo numa segunda feira de manhã e chuvosa. Mesmo vendo muitos rostos abaixados, se queixando, se lamentando. Ela não se abala. Ela até melhora. - Moça, o dia é lindo, a chuva é só água limpa, a segunda é o marco do início da semana (Pra ela, domingo é o último, e não adianta tentar convence-la. Segunda começa e Domingo termina. Seu único defeito é a teimosia)- E não há ninguém que não se convença com suas palavras. Não há ninguém que não se encante com sua doçura. Doçura que não acaba, dá formiga. Aliás, dá é gente. O que não falta é gente querendo ficar perto dela. Ela contagia a todos, seu calor aquece os frios. Ela é magnânima, magnífica.
E naquela manhã, foi apenas uma de muitas manhãs chuvosas de segunda feira que você a verá correndo sem guarda-chuva por aí.
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